domingo, 30 de março de 2008

Palavras atemporais

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Soneto da madrugada

Pensar que já vivi à sombra escura
Desse ideal de dor, triste ideal
Que acima das paixões do bem e do mal
Colocava a paixão da criatura!

Pensar que essa paixão, flor de amargura
Foi uma desventura sem igual
Uma incapacidade de ternura
Nunca simples e nunca natural!

Pensar que a vida se houve de tal sorte
Com tal zelo e tão íntimo sentido
Que em mim a vida renasceu da morte!

Hoje me libertei, povo oprimido
E por ti viverei meu ódio forte
Nesse misterioso amor perdido.


- Vinícius de Moraes
em "Poemas, sonetos e baladas"

Da eterna procura

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Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada.
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.

- Mário Quintana

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pós-palavras

[Augusto de Campos]



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"Pós-tudo": pós-moderno, pós-mudança, pós-palavras.

Rafa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Palavras sobre isso ou aquilo

[José Ortega y Gasset]

Ciencia es todo aquello sobre lo cual siempre cabe discusión.

El hombre es el ser que necesita absolutamente de la verdad y, al revés, la verdad es lo único que esencialmente necesita el hombre, su única necesidad incondicional.

El hombre se diferencia del animal en que bebe sin sed y ama sin tiempo.

La máxima especialización equivale a la máxima incultura.

El pensamiento es la única cosa del Universo de la que no se puede negar su existencia: negar es pensar.


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Eu voto num novo dicionário.

Rafa

A saber

[José Ortega y Gasset]

"Que não sabemos o que nos acontece: isso é o que nos acontece."

e ainda:

"Eu sou eu e minha circunstância"

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É isso!

Rafa